4.04.2012

O grande «democrata»

«Democrata» «republicano» e «socialista»
A velha múmia, que foi a primeira ratazana a roer o nosso aparelho produtivo, entregando sectores chaves da economia aos privados – e aos estrangeiros –, a primeira a chamar o FMI, para além de ser a pérfida inventora dos contratos a prazo e dos salários em atraso, devolvendo o país aos investidores, clama, agora, indignada, que há portugueses a passar fome. Como se não tivesse sido ela – a ratazana - a primeira a abrir as portas à fome.

Este estupor, que devia estar calado há muito tempo, caso soubesse o que é vergonha, decoro e virtudes semelhantes – e que ainda nos sangra, comendo à larga das verbas do OGE – esquece que foi de braço dado com o PSD, o CDS/PP e tutti quanti odiasse Abril – como o fascista e pedófilo Frank Carlucci – que começou a destruir Portugal.

Agora, o carro que o conduzia foi apanhado a 199 KM/hora, sendo detectado pelos radares da GNR, como nos conta a semanário SOL:

«
O ex-presidente da República viu o seu motorista ficar com a carta de condução apreendida e sujeito a uma multa de 300 euros, como explica o CM. Mas, segundo f9onte da GNR ao jornal, Mário Soares reagiu mal e chegou a afirmar que “o Estado é que vai pagar a multa”.

O carro, um Mercedes-Benz S350 4 Matic, é propriedade da Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças, e seguia no sentido sul-norte quando foi mandado parar numa estação de serviço. Os guardas garantiram ao CM que o histórico socialista foi “bastante mal-educado”
».

Carro das Finanças?! «O Estado é que vai pagar a multa»?!

Ora aqui está a verdadeira face de um «democrata», «republicano» e «socialista».
«democrata», «republicano» e «socialista».


A velha múmia, que foi a primeira ratazana a roer o nosso aparelho produtivo, entregando
sectores chaves da economia aos privados – e aos estrangeiros –, a primeira a chamar e o FMI, para além de ser a pérfida inventora dos contratos a prazo e dos salários em atraso, devolvendo o país aos investidores, clama, agora, indignada, que há portugueses a passar fome. Como se não tivesse sido ela – a ratazana - a primeira a abrir as portas à fome.

Este estupor, que devia estar calado há muito tempo, caso soubesse o que é vergonha, decoro e virtudes semelhantes – e que ainda nos sangra, comendo à larga das verbas do OGE – esquece que foi de braço dado com o PSD, o CDS/PP e tutti quanti odiasse Abril – como o fascista e pedófilo Frank Carlucci – que começou a destruir-se Portugal.

Agora, o carro que o conduzia foi apanhado a 199 KM/hora, sendo detectado pelos radares da GNR, como nos conta a semanário SOL:

«O ex-presidente da República viu o seu motorista ficar com a carta de condução apreendida e sujeito a uma multa de 300 euros, como explica o CM. Mas, segundo f9onte da GNR ao jornal, Mário Soares reagiu mal e chegou a afirmar que “o Estado é que vai pagar a multa”.

O carro, um Mercedes-Benz S350 4 Matic, é propriedade da Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças, e seguia no sentido sul-norte quando foi mandado parar numa estação de serviço. Os guardas garantiram ao CM que o histórico socialista foi “bastante mal-educado”».

Carro das Finanças?! «O Estado é que vai pagar a multa»?!

Ora aqui está a verdadeira face de um «democrata», «republicano» e «socialista».

4.03.2012

O Mestre e o Discípulo


Parábola para galinhas

- Mestre, porque subiu a gasolina vários cêntimos e desceu o
gasóleo um cêntimo. Não derivam os dois do petróleo?
- O petróleo, meu filho, é como Deus. São insondáveis os seus
desígnios.
- Mas porque é que o petróleo está a subir assim?
- Porque tem pena do governo.
- Pena do governo?! Porquê?
- Porque como cada vez se consome menos gasolina.
- E depois?
- Consumindo-se menos gasolina, os impostos cobrados sobre a
gasolina ficam abaixo do previsto.
- Quer dizer que aumentando o preço da gasolina se compensa essa
quebra de receita?
- És inteligente, meu filho.
- Mas se o preço da gasolina continuar a subir, acentua-se a
diminuição do consumo. Vai dar ao mesmo.
- Pois vai. Mas aí, volta-se a aumentar.
- É a isso que se chama um círculo vicioso? Ou deverei dizer ciclo
vicioso?
- No ciclo que atravessamos, tudo é vicioso. Depois há argumentos
contra e a favor de cada uma das expressões.
- Mas este ciclo não vai ter um fim, Mestre?
- Enquanto os homens abastecerem calma e pacificamente, este ciclo,
repleto de círculos viciosos, não terminará.
- Isso é um apelo à violência, Mestre?
- De modo nenhum.
- Pareceu-me.
- Vê o caso da avaliação das casas das pessoas, para efeitos de
IMI.
- Estou a ver.
- Achas que o valor atribuído aos imóveis está relacionado com o que
realmente valem, com base em critérios objectivos, designadamente tendo em conta
as tendências do tão propalado e inquestionável Mercado?
- Acho. Nem poderia ser de outra maneira, pois não, Mestre?
- Não deveria…
- Significa isso que…
- Pois significa. As bases de avaliação não partem do que cada
imóvel vale, mas do que é preciso cobrar para serem atingidas certas metas
orçamentais?
- Quer dizer, Mestre, que se as necessidades fossem maiores, as nossas
casas valeriam muito mais?
- Exactamente.
- Mas, Mestre, não me tens ensinado que o Estado deve ser uma
pessoa de bem? E que a virtude deve presidir aos actos de cada um de nós,
devendo os homens investido de altas responsabilidades, especialmente os que as
nações e os povos conduzem, ser exemplos entre os mais virtuosos?
- Sou teu Mestre. Não deles.
- Mas quando acabará este círculo – ou ciclo – vicioso?
- De duas maneiras. Uma, é quando os Senhores que controlam as
finanças perceberem que devem parar, sob pena de matarem a galinha dos ovos de
ouro.
- Nós?
- Nós.
- E a outra?
- Será quando as galinhas tiverem o cérebro um bocadinho maior.

4.02.2012

A nova legislação laboral ao ataque. Voltámos ao feudalismo, a caminho da escravatura

O ministro, os parvos, os espertos e a realidade
O ministro da Economia – o Álvaro, dos pastéis de nata – disse que a culpa do desemprego recorde era a "anacrónica" legislação laboral. Daí, a necessidade de novas leis que fizessem do trabalhador um simples parafuso, descartável a qualquer momento.

Um simples dado (empírico, estatístico, histórico, como quiserem) diz-nos que o brilhante ministro e esplendoroso académico mentiu – ou está muito enganado. Na verdade, na década de 90 – para não recuarmos mais – Portugal conseguiu taxas próximas do pleno emprego com a velha lei laboral.

Aliás, foi precisamente desde que os últimos governos começaram a rever essa lei, através de salvadores e sucessivos Códigos do Trabalho, que o desemprego disparou para níveis terceiro-mundistas.

Sendo assim, já vimos que o ministro ou mente, ou está fora da realidade.

Depois, há os parvos que aceitam – ou aplaudem – as novas leis laborais, porque não sabem isto. Ou, se sabem, não percebem nada do que está a acontecer.

A seguir, vêm os espertos, que são aqueles que vão beneficiar das novas leis, passando a dispor de mão-de-obra sempre com a corda na garganta, servil, pau para toda a obra, novos servos da gleba sujeitos à vontade do seu senhor. E aqueles «espertos» que, não beneficiando dela, pensam poder vir a beneficiar.

A realidade aponta para um conclusão lógica: se a nova lei já estivesse em vigor, o desemprego ainda teria maior dimensão. Com despedimentos mais fáceis e mais baratos e uma lei que torna todos os contratos precários, cortar pessoal será cada vez mais a via preferencial para abater custos. E com as pessoas desesperadas – incluindo milhares de jovens licenciados – dispostas a trabalhar por qualquer salário, a nova lei é um portão aberto para a mais brutal redução de salários alguma vez vista em Portugal.

Desgraçado país, que nem da miséria se farta. Nem de mentirosos. Nem de parvos. Nem de espertos.

3.31.2012

Seixal, Março de 2012


Café com moscas
- Conversa ao entardecer
- Oiça lá – interpelou-me o senhor Adérito, velho amigo que explora um café onde vou, de vez em quando, tomar a minha bica –, você acha que eu deveria aumentar o café, os bolos, a mini ou as sandes, só porque estou a ganhar cada vez menos?
Olhei para ele e encolhi os ombros.
- Sei lá, amigo Adérito. Você é que sabe as linhas com que se cose.

- Nem mais. Pois digo-lhe que se aos preços a que as coisas estão, eu já tenho a casa às moscas, se eu aumentasse um cêntimo, até as moscas fugiam.

Ri-me.

- Era o mais certo. Mas isso vem a propósito de quê? – perguntei.

- Leia aqui – disse ele, mostrando-me a primeira página do jornal que estava em cima do balcão.

- O estado está a perder receita ao ritmo de cinco milhões de euros por dia – li eu, em voz alta, como um menino bem-mandado.

- Sabe porquê?
- Tenho uma ideia. Mas já percebi que vai dar-me a sua versão.

- Vou, sim senhor – e sem me deixar respirar. - É porque estão a aumentar o preço daquilo que nós compramos. E, ao mesmo tempo, a ir-nos ao bolso com o aumento de impostos, congelamento de salários e cortes nos ordenados e pensões. Pensam que se benzem, mas esmurram o nariz. E como o desemprego a aumentar, então nem lhe conto.

- Claro, não há dinheiro, não se compra – concluí eu, desnecessariamente.

- Se eu vendia sessenta bolos, aqui há um ano, e agora não chego a vender uma dúzia, e se o mesmo se passa em todos os cafés, que pensa você que aconteceu às fábricas dos bolos?

- Fabricam menos, vendem menos, está claro…

- E despediram pessoal. E compram menos açúcar, menos farinha, menos leite. Logo, aumenta o desemprego e paga-se menos IVA, menos IRC e assim por diante.

- E o que se passa consigo, passa-se com todo o comércio, com toda a indústria, com a agricultura e com as pescas – acrescentei eu, como se estivesse a dar-lhe uma novidade.

- Já que fala de pescas. Ouvi, há dias, na televisão, que importamos mais de sessenta por cento do peixe que comemos.

Resolvi armar-me em engraçado.

- Pois, mas aí coitados, não há volta a dar. Não temos mar…

- Pois não. São eles que governam o país, mas nunca têm culpa de nada. Nem sequer dos tratados e dos acordos que assinam. Nunca são eles, são sempre os que estavam antes deles. Os que estão agora é que garantem que vão endireitar isto. Como se não fossem todos farinha do mesmo saco, como se não lessem todos pela mesma cartilha.

- Não acredita que estes vão endireitar isto, senhor Adérito?

- Pois acredito. E no Pai Natal e na história da Carochinha – e piscou-me o olho, enquanto, com um gesto de cabeça, me indicou uma mesa.

Percebi o sinal. Refinei a minha actuação de parvo, já não para esgrimir com ele, mas para os três homens sentados na mesa, que tinham interrompido a sua conversa quando a nossa começara.

- Mas isto com mais umas medidas de austeridade vai lá.

- O remédio é mesmo esse: mais desemprego, menos poder de compra, menos receita fiscal, mais falências, mais recessão, mais austeridade, mais desemprego… e vira o disco e toca o mesmo. E nós a entrarmos que nem uns tansos.

- Se eles o dizem… Não foram eles que estudaram? E, principalmente, não foi neles que o povo votou?
O senhor Adérito pôs-se a olhar para mim, com um ar muito sério, coçou o queixo e disse:

- Anteontem, um rapaz matou a mãe, depois de ter, aqui há uns tempos, espancado o pai. Era esquizofrénico e, segundo disseram nas notícias, andava descompensado porque não tomava os medicamentos.

- Ouvi falar disso, sim – disse eu.

- Sabe quem matou a mãe do rapaz? Foram os nossos governantes. Sabe porquê?

- Sou todo ouvidos…

- Porque já não havia dinheiro naquela casa para os medicamentos, que deixaram de ter a comparticipação que permitia aos doentes sem recursos adquiri-los. Eram quase gratuitos. Agora, custam balúrdios. Como é que um doente com uma doença incapacitante se pode tratar nestas condições?

Percebi que o senhor Adérito cada vez mais não estava a falar para mim, apesar de estar a falar comigo. Aparei-lhe no jogo.

- Está a chamar criminosos aos nossos governantes?

- E devia chamar-lhes o quê? Se nos tiram o pão da boca, os medicamentos, o salário, o ganha-pão de milhões de pessoas, se puseram o país de rastos, o que hei-de eu chamar-lhes?

- Com uma casa aberta, não acha que deveria… sei lá, moderar a sua linguagem?

- Já não tenho uma casa aberta. Tenho uma casa a fechar devagarinho. E olhe que nada fiz para isso. Mas já não ganho para as despesas, amigo João. Agora, a minha filha está outra vez desempregada. Se o meu genro também perde o emprego, quem é que lhes vai valer, já viu?

- Há quanto tempo está aqui, senhor Adérito?

- Há quarenta e dois anos. E nunca falhei um dia, salvo quando morreram os meus pais. Abria antes das sete, nunca fechava antes da meia-noite, e estava sempre a entrar gente. Agora, aparece um cliente de vez em quando, quando dantes, aos pequenos-almoços e a seguir ao almoço e ao jantar, não tinha mãos a medir.

- Não há dinheiro.

- Só no bolso de quem trabalha é que não há dinheiro. Pelos vistos, foi todo parar ao bolso dos investidores. Explique-me lá você, que percebe disto, como é que há gente tão rica, tão rica, que tem dinheiro para emprestar aos países? Terão minas de ouro?

- Eu não percebo nada disto, senhor Adérito. Mas se os tais investidores têm dinheiro para emprestar aos países, certamente que o ganharam honestamente. Pelo menos, ninguém os acusou de nada.

- Honestamente?! Acha?

- Acha que não?

- Acho, não: tenho a certeza. Dinheiro honesto é o que consegue a trabalhar, e não à custa do trabalho dos outros.

- É roubado, então, o dinheiro deles? É isso que está a dizer?

- É pior. Um tipo que rouba, arrisca o pelo. Eles não roubam, mas pagam a quem faz as leis que permitem, de forma legal, que os estados criem mecanismos para eles ficarem com a riqueza que os que trabalham produzem. O dinheiro que eles nos emprestam é o dinheiro que os nossos governos lhes meteram, legalmente, mas imoralmente, nos bolsos.

- Está a dizer-me que os nossos impostos servem para sermos sangrados, em vez de servirem para nos serem devolvidos em qualidade de vida? Melhor saúde, melhor educação, melhor agricultura, melhor pesca, mais e melhor indústria. É isso?

- Nem mais.

- Mas como é que saímos desta? Se o povo vota sempre nos mesmos, as políticas vão ser sempre as mesmas.

Ouvi um arrastar de cadeiras atrás de mim. Um homem baixo, bem vestido, chegou-se ao balcão e perguntou quanto era a despesa.

- São só as três bicas, não é verdade? Um euro e sessenta e cinco.
O homem pagou e encaminhou-se para a porta, onde já estavam os outros dois à espera. Saíram.

- Quem eram? – perguntei.

- Não os conhece?

- Nem olhei bem para eles.

- São os três da assembleia municipal. O que veio pagar, é do PS; os outros dois são do PSD.

- Afastei-me disso tudo. Não os conheço, nem quero conhecê-los.

- Olhe que deve conhecer bem os seus inimigos…

Ri-me.

- Não sabe o que dizem os cérebros bem pensantes? Que em democracia não há inimigos. Dizem, essas boas almas, que num regime democrático só existem adversários políticos.

- A porra toda, sô João, é que os nossos adversários políticos estão a fazer-nos pior que os velhos inimigos fascistas. E a isto não há volta a dar.

E as lágrimas corriam pelo rosto honrado do senhor Adérito.

7.23.2011

Terrorismo branco


Nuances preciosas da linguagem

E, de repente, os atentados na Noruega deixaram de ser acções terroristas, e passaram a ser atentados da extrema-direita. Respirei de alívio. Uff…

Então, está bem. Quando as mortes são provocadas por gente de pele clara e, eventualmente, de olhos azuis, a coisa já não é assim tão grave. Pelo menos, de terror não têm nada.

Entretanto, na Líbia, sete explosões (outra linda nuance da linguagem!) fizeram-se ouvir, durante a noite, em zona residencial onde é suposto viver Kadaffi. Aqui, também não há terror nenhum.


Quando as explosões não são provocadas por um carro armadilhado, ou por explosivos amarrados à cintura, mas por sofisticados aviões da NATO, tudo é perfeitamente legítimo e, principalmente, democrático. E o sangue, ossos e carne espalhados em virtude das explosões, são, apenas «efeitos especiais» - perdão: efeitos colaterais.

Aconteceu, paciência. Vítimas? Se houve, eram todas escuras….

Por outras palavras:

- As bombas brancas, enfim, são coisas que acontecem;

- As bombas escuras, são coisas terríveis;

- O sangue dos brancos, é mesmo sangue;

- O sangue dos escuros, é um líquido avermelhado e viscoso;

- Os brancos, podem sempre bombardear os escuros;

. Os escuros são terroristas, se bombardearem os brancos;

- E, principalmente: os brancos podem sempre ir à terra dos escuros buscar as coisas engraçadas que eles têm lá. Chama-se a isso desenvolvimento, progresso e, muitas vezes, ajuda humanitária.

Eu gosto muito de ser branco.

E assim vai o mundo, como dizia o outro…

6.28.2011

Reflexões em dia de luta na Grécia



O princípio do fim do banquete.

Na Grécia, a polícia, em vez de entrar no parlamento e prender todos os políticos que levaram o país à beira da bancarrota, tenta – até ver – impedir os manifestantes de expressarem a sua indignação. E de filarem eles os políticos que os levaram à situação actual.





Convém recordar que os trabalhadores gregos
NÃO GOVERNARAM
a Grécia, coisa que, apesar de óbvia,
parece não ser do conhecimento de muita boa consciência
que por aí prolifera.






Quem governou, de jure, a Grécia, foram os partidos de direita, tidos por «socialista» (um) e «social-democrata» (outro). Mas quem governou, de facto, a Grécia, foram os interesses económicos gregos e internacionais, cuja principal característica é não terem pátria. Só cofres. Lá, como cá, sem tirar nem pôr.

Para as mentalidades obtusas e serviçais de muitos louros e louras que abundam por aí, as pessoas civilizadas e bem-comportadas, por muito sodomizadas que sejam (reduzir-lhes os ordenados, subsídios e outros meios de subsistência, cortar-lhes o direito ao Serviço de Saúde e, ainda por cima, aumentar-lhes os impostos, por exemplo), não vão para a rua atirar pedras à polícia, cercar o parlamento, partir montras, destruir escadas de mármore e tudo o que estiver à mão.

Nada disso. Devem comer (salvo seja) e calar. Aceitar submissa e calmamente a sangria, passar a fome que tiver que ser passada, subsistir a qualquer preço, continuar a trabalhar no que houver – se houver – e ao preço que houver, no lugar que houver e durante o tempo que o patrão quiser. Isto é que é bonito, isto é que é democrático, isto é que é civilizado, isto é que é patriotismo. Na Serra Leoa, por exemplo, é bem pior, sabiam? Lá nem sabem o que é isso dos «direitos adquiridos».

Aliás, a Revolta, a Indignação, a Rebelião e a Insurreição são coisas muito lindas nos filmes – ou, por exemplo, na Líbia. Na «nossa» rua, no «nosso» país, na «nossa» Europa, são um «Valha-nos Deus!», que agora é que se acaba o bem-bom. Mesmo que para o aflito – ou aflita – em questão, o bem-bom seja mais ilusório que real. Enfim, louro(a)s.

Então, a receita é aguentar tudo, com bovina mansidão, de cara alegre – mesmo a fome dos filhos ou netos – e esperar que os senhores que nos tramaram remedeiem a coisa. Já vi este filme – ou parecido – dezenas de vezes. Já ouvi, não sei quantas vezes, que é necessário «fazer sacrifícios agora», para que o futuro seja mais risonho. E o futuro, esse estarola, nunca mais chega. Como não sou louro, nem manso – e muito menos bovino – não canto as litanias desses bem-aventurados.

Neste momento, os senhores que esfolaram a Grécia, como esfolaram Portugal – sabemos como nos levaram a não produzir, como nos limitaram quotas leiteiras, de pescado, nos mandaram arrancar árvores e vinhedo, como transferiram fábricas inteiras para o estrangeiro, como destruíram a Lisnave e a Siderurgia Nacional, por exemplo – estão a olhar para a sua obra e a pensar se não teriam ido longe demais.

Se os Gregos amocharem, respirarão de alívio. Portugal, será o senhor que se segue. É capaz de haver por aqui, como as eleições mostraram, louros e louras suficientes para que a sangria continue. Mas se os Gregos disserem NÃO!, correrem com a corja que os entregou nas mãos dos agiotas nacionais e internacionais, talvez parem para pensar: Alto, estamos a esticar demasiado a corda.

Uma coisa é certa. Todos os dias mais algumas pessoas começam a perguntar que «democracia» é esta? E a perceber que quem manda no mundo – nos países, nos povos – não são os povos nem os governos que elegem.

São os grandes prestamistas. Os que nos levaram à falência, impedindo-nos de produzir o que podíamos e precisávamos, para depois nos porem a pedir-lhes dinheiro emprestado para comprarmos comidinha. A trabalhar para eles, em suma.

E a outra coisa que as pessoas irão perguntar a seguir será isto: mas onde é que estes gajos (os agiotas internacionais) foram buscar dinheiro para emprestar aos Estados?

E quando perceberem que foi aos seus próprios bolsos, aí, meus amigos, é que vai ser o bom e o bonito.

Será o FIM DO BANQUETE!

Pergunta final (só para ver se a coisa entrou):

- Qual é a maior violência? Dar cabo da vida a milhões de pessoas – por decreto (ou má governação) –, ou ir para a rua protestar contra isso, com tudo o que estiver à mão?

6.06.2011

Porreiro, pá!







Finalmente - e com vários anos de atraso - foste corrido. Agora, sou eu que digo: Porreiro, pá!

Mas o que é que vais fazer da tua vida, ó meu?

- Será que vais trabalhar para a ONU, como o Guterres e o Sampaio?


- Será que vais desenrascar projectos, como engenheiro super-qualificado, na câmara do «amigo» António Costa?


- Será que vais ser administrador de uma das empresas que o teu governo apoiou?


- Será que vais pescar robalos com o Vara?


- Será que vais ser sócio do Dias Loureiro?


- Ou, outra vez, da dona Fátima Felgueiras?


- Ou da empresa que produz os Magalhães?


- Ou do professor que te passou, em oito segundos, a quatro disciplinas?


- Ou será que vais ajudar a «salvar» o Millenium BCP, gerido pelo teucamarada Santos Ferreira (lá posto por ti)?


- Será que vais trabalhar com o futuro ex Procurador-Geral da República, ilustre Pinto Monteiro, a destruir escutas telefónicas inconvenientes?


- Será que vais ser comentador político na TVI?


- Será que… não serás preso e levado a tribunal um dia destes?

Como em Portugal tudo pode acontecer, até te podemos ver, lá mais para a frente, como candidato a presidente da República.

Olha, pá, mete mais é férias e desaparece durante 100 anos, tá?

5.22.2011

O voto (muito) estúpido



A maioria dos votos que o PS vai ter, não serão votos no PS. Serão votos contra o PSD.


A maioria dos votos que o PSD vai ter, não serão votos no PSD. Serão votos contra o PS.

Os eleitores – chamemos-lhes assim – portugueses não votam, por via de regra, em alguém. Votam contra alguém.

Por isso – e rigorosamente – em cada eleição há sempre um grande derrotado: o próprio Povo Português. A estupidez sempre saiu cara.

E há sempre um grande vencedor: o Poder Económico. Para ele, tanto faz que vença o PS, como o PSD. As políticas serão aqueles que ele, o Poder Económico, quiser. Podem esgatanhar-se à vontade – e até é bom que façam. O circo eleitoral distrai o pagode e, principalmente, dá a tudo um ar democrático.

Há também um pequeno derrotado: o bando de boys e girls que perdem os seus jobs sempre que o poder muda de mãos.

Como há sempre um pequeno grupo vitorioso: o bando dos novos boys e girls que vão ocupar os jobs que ficaram vagos.

O voto consciente, esclarecido, objectivo – isto é: em programas e propostas políticas que possam contribuir para resolver os problemas das pessoas e do país, é quase residual.

Por outro lado, a abstenção e os votos em branco representam atitudes mais lúcidos que os votos no PS, no PSD ou no CDS. Se algum destes partidos tivesse receitas e sapiência para resolver os nossos problemas, já o teria feito há muito tempo. Pelo contrário: já provaram que são, todos eles, parte do problema. Nunca serão a solução. Qualquer cidadão na posse de faculdades mentais nascidas de meia dúzia de neurónios – tanto basta – já consegue perceber isto.

Por tudo isto, se as eleições portuguesas não são um hino à estupidez e imbecilidade de um povo, então é apenas por que isto não é um povo. Por mais razão nenhuma.

Um dia destes, pode ser que a malta acorde, esfregue os olhos e corra a cambada toda a pontapé. Pelo menos isso – e se for com bota de biqueira de aço, tanto melhor.

Parece que há sítios onde as pessoas já começaram a abrir os olhos. Em Espanha, por exemplo.

4.30.2011

Sócrates sai de cena

Finalmente!


O primeiro-ministro, senhor José Sócrates Pinto de Sousa, acaba de anunciar a sua renúncia à vida política. Em declarações à comunicação social, afirmou que o tempo não está para aventuras.

Como sem aventuras não são precisos aventureiros, está tudo dito.

DEMISSÃO ACEITE!

4.25.2011



Os senhores da la Palisse

Que lindos que foram os discursos do actual e ex-presidentes desta republicazinha!

Afinal, eles sabem – como sempre souberam – a receita para resolver a crise. Também não tem muito que saber: foi sempre a mesma. Mas é sempre comovedor ouvir suas excelências a apelar à concertação social, à aceitação dos sacrifícios, à concentração de energias, ao esforço colectivo e a outros clisteres igualmente milagrosos. (E nem vale a pena esclarecer suas sumidades que essa receita nunca deu nada que se visse – antes pelo contrário – porque fartos de saber isso estão eles).

Por isso, em linguagem de gente, o que eles combinaram dizer foi: «Aguenta, Pacheco!».

Mas – e que curiosas que as coisas são – nenhum deles respondeu às questões essenciais:

1 – Quem – e o quê – (que pessoas, que partidos, que políticas) conduziram as coisas a este estado?

2 – Que responsabilidades tiveram – ou têm – eles próprios na situação actual? Ou porque, sendo tão sábios, não impediram, com o poder que tiveram, que isto chegasse ao que chegou?

3 – Como será possível resolver a crise, se as receitas para a resolver são as mesmas que a ela conduziram?

Finalmente, eis a descoberta espantosa que todos fizeram:

O PAÍS ESTÁ A VIVER UM MOMENTO PARTICULARMENTE DIFÍCIL.
(O Senhor Jacques de la Palisse deu dois mortais à retaguarda, com pirueta, lá no distante túmulo onde devia repousar).

Pronto! Rendo-me! V. Exas. são, de facto, muito inteligentes. Com crânios desses, vamos longe. Ai vamos, vamos…

Então, até lá.

3.22.2011

IV REICH


A Besta nazi anda por aí.
Com outros nomes, com outras bandeiras, com outras palavras, com outros métodos.
Mas os objectivos são os mesmos: dominar a humanidade, pilhá-la.
Pô-la ao serviço do Império do dólar.
Ao Espaço Vital de Hitler, Aí estão os Interesses Vitais dos norte-americanos.
Ontem com Bush, hoje com Obama.
O Eixo, agora, chama-se NATO. E Mussolini encarnou nos Aliados.
A Líbia foi, apenas, o «senhor que se seguiu». A lista não acabou aqui.
A besta Nazi anda à solta.

2.15.2011

Vão contar aos egípcios

Por favor. Alguém explique aos egípcios que os vampiros,
quando desmascarados, costumam disfarçar-se de pombas

Por favor. Alguém vá contar aos egípcios como foi que os portugueses foram enganados após a queda da ditadura, quando pensaram que iriam ter, enfim, uma sociedade decente e próspera.


Por favor. Alguém vá contar aos egípcios como é que os portugueses foram iludidos por vendilhões da pátria e ilusionistas encartados, disfarçados de arautos da democracia e da liberdade.


Por favor. Alguém vá contar aos egípcios como é que se finge que tudo muda, para que tudo fique na mesma.


Por favor. Alguém vá contar aos egípcios como devem descobrir, entre eles, os seus Soares, os seus Cavacos, os seus Sócrates - os seus novos vampiros.


Por favor. Alguém vá contar aos egípcios como, em nome da democracia, se assassina a Democracia.

1.31.2011

Os democratas


Os democratas são os homens e mulheres que, eleitos pelo Povo, governam o Povo.

A primeira obrigação de um democrata é decidir quanto é que, pelo exercício do seu mister de democrata, vai auferir.

A segunda obrigação de um democrata é estabelecer quanto é que, após o exercício desse mister, vai receber, vitaliciamente, a título de reforma.

A terceira obrigação de um democrata é firmar compromissos que lhe garantam, mal termine o doloroso exercício da democracia, uma carreira bem remunerada nas empresas públicas ou privadas, preferencialmente a nível da administração. Os mais modestos - ou menos aptos - também se contentam com assessorias e afins.

A quarta obrigação de um democrata é manter o equilíbrio das contas públicas, de forma a que estas possam sempre suportar as despesas do exercício dos cargos democráticos.

A quinta obrigação de um democrata é manter a democracia a funcionar, para o que é essencial preservar a robustez do grande pilar da economia: a alta finança. (Se não se preocupar com isto, nunca chegará a governar, por mais democrata que seja).

A sexta obrigação de um democrata é a mais importante: definir quanto é que o Povo deve pagar para garantir que a Democracia funcione.

A sétima obrigação de um democrata é não incomodar o Povo com as preocupações da governação, libertando-o, por isso, de qualquer outro afã que não seja o sagrado exercício do voto.

Nos Democratas, claro.

1.12.2011

A tapeçaria


Anda por aí um interessante debate. Dizem uns - certamente por má-lingua e piores intenções - que a Câmara Municipal do Seixal decidiu comprar uma tapeçaria, a Manuel Cargaleiro, por 126 mil euros.


Dizem outros, congregados num blog imensamente democrata (apesar de desvairadamente situacionista) O Flamingo, que tudo não passa de uma terrível cabala. É Mentira! É mentira! É mentira! Três vezes mentira! Quem o garante é o seu honorável, infalível e bem informado autor, o Teixeira.


Pronto! Se é mentira, vai para o saco. Nós já sabemos que certos democratas, especialmente os mais trabalhadores, honestos e competentes, é que decidem o que é mentira e o que é verdade. De resto, como têm sempre razão - e nada a esconder - mentir, para quê?


Fica a verdade de O Flamingo. Fica a verdade do Teixeira.


Vamos, agora, à verdade da mentira. Ou à mentira da verdade, sabe-se lá:


Diz a Câmara Municipal do Seixal:

Grandes Opções do Palno 2010 (Pág. 15)

126.000 euros para aquisição de tapeçaria a Mestre Cargaleiro.


Mas deve ser mentira, porque o Teixeira o garantiu três vezes.


E volta a dizer a Câmara Municipal do Seixal:

Ajuste Directo - Data da Publicação: 24-03-10

N.º de Procedimento: 149753

Objecto do contrato:

Tapeçaria 213/DA/2010

Manufactura de Tapeçaria de Portalegre

Preço: 90.000 euros (só a execução)

Falta o IVA e o trabalho de Mestre Cargaleiro.

Outra mentira, certamente, porque o Teixeira é que sabe...

A menos... a menos que seja mesmo mentira. Porquê?

Porque... sei lá: talvez não tenham sido exactamente 126 mil euros. Quem sabe se... um pouco mais. Ou um pouco menos.

Mas isso só o Teixeira é que sabe.








12.19.2010

A fome democrática não é má?


Pergunta do dia

Se a fome, em ditadura, era resultado do sistema político, será que a fome, na democracia em curso, é uma coisa natural, um simples resultado de factores exógenos incontroláveis, mera fatalidade de que nenhum político tem culpa?

Perguntando de outra maneira: qual a diferença entre fome fascista e fome democrática?

11.24.2010

O Engenheiro Abranhos


O Engenheiro Abranhos


Eça de Queirós escreveu O Conde de Abranhos em Novembro de 1878. Trata-se de uma sátira ao tipo de político imbecil, torpe, oportunista e hipócrita que proliferava à época. Se Eça fosse vivo, teria na casta que hoje medra entre S. Bento, Belém e as administrações das empresas públicas e privadas – os novos Abranhos – uma fonte inesgotável de inspiração. No lugar do conde, que já não os há, teríamos o engenheiro Abranhos. No mais, seria o mesmo retrato do arrivista sem inteligência e sem escrúpulos, que em vez do fraque, cartola e colarinhos engomados, traja Armani e gravata de seda.

132 anos depois, a maioria do povo português sujeita-se a esta gente medíocre, cretina e impiedosa, porque não passa da tal «raça abjecta» de que Oliveira Martins falava.

Eça sabia, há século e meio, o que milhões de portugueses, com ensino obrigatório, televisão, internet, telemóveis, Magalhães e universidades privadas – tipo pronto a diplomar – não conseguem sequer sonhar.

Raça abjecta? Evidentemente! Com excepções, é claro. Mas se a regra não fosse a abjecção, não seríamos espezinhados, como somos, por esta bafienta e infame linhagem dos Abranhos.

11.07.2010

A máquina de fazer pobres

A máquina de fazer pobres


E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?

Almeida Garrett in Viagens na Minha Terra


Esta pergunta está por responder, apesar de ter sido feita em 1846. Apenas se sabe que são muitos. São milhões, para dizer a verdade. Eram-no em 1846, são-no em 2010. E, pelo que sabemos, serão muitos mais, já a partir de Janeiro de 2011. A partir, até, do próximo minuto.


Os economistas políticos, os moralistas, os advogados, os engenheiros, os senhores doutores que têm opinião sobre tudo, os que governam, os que governaram e os que querem governar, não querem responder a isto, mas sabem a resposta. Por uma simples razão: eles são a máquina que produz os pobres. Os pobres de ontem, os de hoje, os de amanhã. Os de sempre. Os que nasceram e morreram na miséria.


Ao reduzir os salários e as pensões dos portugueses, mas deixando intocáveis os dividendos das grandes empresas, cujos lucros fabulosos resultam da factura que, todos os meses, apresentam aos consumidores, o senhor Presidente da República (por omissão), o senhor primeiro-ministro, os senhores deputados que suportam o governo, o senhor Passos Coelho e restante direita parlamentar, com destaque desenroso para um partido que se alcunha a si próprio de «esquerda e socialista», constituíram-se numa sinistra linha de montagem de mais umas centenas de milhares de pobres. A acrescentar aos mais de 2 milhões que temos.


A República nasceu em 1910. A Liberdade trouxe a Democracia em 1974.


Sim? E depois?






11.04.2010

O défice


Mais vida para além do défice? Onde?


Entre esta democracia - que dá aos accionistas da PT milhões de euros em proveitos (legalmente isentos de impostos) enquanto tira aos famintos as últimas côdeas - e a ditadura de Salazar e Caetano, caída em Abril de 1974, as diferenças são meramente de estilo, de método.

Mas sujeitemos-nos, mansamente, às regras democráticas. É bonito, civilizado e, principalmente, uma interessante forma de eutanásia.

10.31.2010

OGE - Outro Gigantesco Engano


Aleluia!



O país respirou de alívio. Depois de negociações verdadeiramente dramáticas, o OGE vai passar. Muito obrigado, PS. Obrigadíssimo, PSD. Com este OGE, Portugal vai salvar-se da bancarrota, reconquistar o prestígio internacional a abrir o caminho a um futuro finalmente radioso. Ou, pelo menos, tranquilo e estável. A crise vai ser vencida. Aleluia!



Apenas me ficou uma dúvida. Se toda a gente detinha - dos governantes actuais aos governantes passados - as receitas para salvar o país e transformá-lo, pelo menos, numa coisa menos fétida, porque se deixou chegar o doente ao estado a que chegou? Desconfio que nenhum dos salvadores da pátria sabe a resposta. Ou, se a sabe - o que é mais certo - prefere guardar um prudente silêncio.



Mas o país vai salvar-se, e isso é que interessa. E vai salvar-se porque vem aí mais fome, mais desemprego, mais crédito malparado, mais falências, mais criminalidade. Todos os indicadores económicos a sociais baterão no fundo, mas o país estará a salvo. Em termos estatísticos, teremos uma acentuada melhoria no que respeita à saúde dos portugueses a ao progressivo envelhecimento da população, pois haverá menos doentes e menos velhos, sem ser necessário recorrer às câmaras de gás. Morrerão natural e antecipadamente em consequências das medidas sabiamente adoptadas.



Parabéns, PS. Parabéns, PSD. Um país roto e faminto, mas grato pela vossa competência, agradece o esforço. E até acha que não merecia tanto.



Chocalham de riso os ossos de Salazar. Mas isso, só os mais velhos ouvem.