12.10.2007

Vaticano - teoria e práticas




Mais depresa um camelo...




Sobre a última postagem («Teremos ainda Portugal»), que mereceu vários e estimulantes comentários, quero destacar um, enviado por «Scorpion», que abaixo transcrevo.


E faço-o, não para pôr em causa aquilo que eu próprio afirmei, ao comentar o texto do Bispo de Aveiro, D. António Marcelino, que volto a aplaudir e, naturalmente, subscreveria, mas porque o comentador aborda um tema mais profundo, que é a cumplicidade da instituição Igreja Católica Apostólica Romana com as elites financeiras e políticas que provocam a miséria que pelo mundo vai. Isto é: objectivamente, a Igreja é aliada dos que causam as chagas que, segundo ela, Cristo quis eliminar - e por isso veio ao mundo.


Leiam e meditem:


«Há bispos e bispos. Há padres e padres. Há teoria e prática. Quero dizer: se a Igreja seguisse o Cristo que ela diz ter existido, não seria a Igreja que conhecemos, mas uma entidade que lutasse contra as injustiças, a riqueza escandalosa (em que ela, aliás, vive), os governos que a isso dão cobertura, as guerras de pilhagem dos povos mais fraco e atrasados, em suma, que lutasse contra a opressão que os senhores do dinheiro e os senhores da política - seus serventes - exercem sobre milhões de seres humanos.


Porque assim não é, pergunta-se: Cristo existiu? Se existiu, pregou o que dizem ter pregado? Se pregou, porque o não seguem os seus actuais «seguidores»? Porque não se opõem, dos seus tronos do Vaticano, à elite financeira e política, que nunca entrará no reino dos céus, porque um camelo também não entrará no buraco de uma agulha? Responda quem souber, a começar pelo Bispo D. Marcelino».

5 comentários:

Maria dos Anjos disse...

Nota máxima. 20 valores.

O Puma disse...

Tudo certo.

mas se fosse dormedário

e religioso do quadro

talvez passasse no buraco

da agulha.

Tudo quanto mete animais

me faz pensar

abraço

Graça Pires disse...

Sempre foi tradição da hierarquia da Igreja estar do lado do poder...
Um beijo para ti.

São disse...

Em todas as instituições existem pessoas de bem e outras muito mal formadas.
Em tudo o que se relaciona com religião , as coisas complicam-se . Porque se entra no domínio do emocional, par não dizer irracional.
Mas isto não pode servir de pretexto para duvidar do Cristo e seus ensinamentos, acho.
Nós também não somos responsáveis pelos actos dos nossos filhos, pois não?
Se o Mestre tivesse a infelicidade de aparecer no Vaticano teria a mesma sorte do Papa João Paulo I, só que a ele o empalariam na agulha situada no centro da praça de S. Pedro.
E porque esbanjou a Igreja católica portuguesa cerca de 80 milhões de euros na 4ª maior igreja mundial, estando o país de rastos?!
Desculpem ter escrito tanto...

Eduardo P. disse...

Tão simples, não é? Em meia dúzia de palavras, o Bispo e o Scorpion disseram tudo. Isto no plano do meramente racional. Objectivo.

Só falta dizer por que razão o mundo é uma coisa cada vez pior.

De que servem as religiões, então? De que serve Deus. Ou os vários deuses? E se deus formos nós, todos juntos?

Outra coisa. O blog está a ganhar vida. Que assim continue.